Como perder o medo do Português correto?

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Tempo estimado de leitura: 4 minutos

Minuto Carreira da TV Nube Estágios com Sandro Bier

Ser corrigido por algum erro ortográfico ou gramatical é muito chato, principalmente no meio corporativo. Isso demonstra falta de atenção e abre margem para críticas e más impressões. Porém, você não deve ficar com medo, inseguro ou recuar de situações por receio de escrever ou falar errado.

Você já parou para pensar qual estado Brasileiro tem o português mais correto? A resposta é: nenhum. “Já circulou pelo Brasil um mito sobre o Maranhão ser esse lugar”, diz o linguista Marcos Bagno, da Universidade de Brasília. “Entretanto, toda variedade linguística é correta quando satisfaz às necessidades de convívio da comunidade utilizadora”, afirma.

Contudo, a escrita exige mais cuidado e torna-se um fator mais preocupante para os profissionais. O Nube realizou uma pesquisa e perguntou aos jovens: “qual o maior erro em um currículo?”. O levantamento foi realizado com a participação de 40.044 pessoas entre 15 a 29 anos de idade. Quase a metade (49,21% ou 19.707) dos respondentes considera mais grave as “falhas de português”.

Para Everton Santos, analista de treinamento do Nube, uma boa grafia é um item avaliativo na análise do arquivo, portanto, vale manter o zelo nas informações registradas. Ele indica: “dê preferência em utilizar uma ferramenta de texto como o Word ou Google Docs, pois elas evidenciam possíveis descuidos. Assim, cresce a possibilidade de enviar um documento objetivo e sem falhas”.

Viu só? Desde os primeiros passos no mundo corporativo o bom uso do nosso dialeto pode ser um fator decisório. Sandro Bier, escritor, editor e apresentador do canal Café com Escritor, ressalta informações imprescindíveis para se ter em mente quando discutimos sobre isso: “existem duas línguas portuguesas, a falada e a escrita. Porém, você não precisa pronunciar como se escreve”.

Segundo ele, o mais importante é compreender os códigos sociais e saber qual tipo de contato utilizar em determinada situação. Por exemplo, você não pode escrever um e-mail para seu chefe como se estivesse “tuitando” ou mandando uma mensagem do Whatsapp para um amigo. Tenha cuidado e entenda o processo de conversação.

Os códigos, por exemplo, são o meio pelo qual se passa a mensagem: gestos, figuras, dizeres, texto. No caso, o idioma é o mais utilizado para estabelecer a interatividade, pois é o acordo feito por uma determinada sociedade. Já a fala é particular de cada pessoa.

Conheça o esquema de elementos envolvidos na comunicação, separadamente:

  • Emissor: envia a mensagem, o remetente, o falante.
  • Receptor: recebe o recado, o destinatário, o ouvinte.
  • Mensagem: o anunciado, o conteúdo transmitido.
  • Código: como se transmite a notícia.
  • Canal: a esfera pela qual os dados circulam.
  • Contexto: o sistema nos quais o receptor e emissor estão inseridos: situação, lugar.

Você tinha noção dessa complexidade? Assim, para haver compreensão mútua o emissor de uma informação deve usar um sinal (não necessariamente a língua) para se expressar ao receptor. A Língua Brasileira de Sinais (Libras) e o Braille são grandes referências da versatilidade da interação humana.

Nesse sentido, ser articulado para cada momento e compreender esse conjunto de ideias é a estratégia mais eficaz para não ter medo do “português correto”. Portanto, invista em crescimento e desenvolvimento comunicacional. Procure na rede por cursos voltados ao assunto! O Nube, por exemplo, tem um curso EaD gratuito sobre “Como Elaborar um Currículo” e o mesmo ainda vale 5 horas complementares. Clique aquie acesse!

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