Medicina Integrativa: o que é e qual sua importância?

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Tempo estimado de leitura: 6 minutos

O atendimento de qualidade e humanizado tornou-se uma exigência nos consultórios e clínicas médicas. Dessa forma, hoje em dia, sabe-se que é preciso compreender os problemas do paciente como um todo, indo além dos aspectos físicos. Por isso, a Medicina Integrativa está ganhando cada vez mais espaço.

Como o próprio nome sugere, a Medicina Integrativa visa tratar o paciente de modo integrado e humanizado. Dessa forma, é possível alcançar bons resultados em terapias para sintomas físicos, psicológicos e emocionais.

No artigo de hoje, saiba o que é Medicina Integrativa e qual a sua importância para a área da saúde.

O que é Medicina Integrativa?

A Medicina Integrativa consiste em uma prática médica que se preocupa em oferecer um tratamento que vai além da doença em si, mas o paciente como um todo. Ou seja, além dos sintomas físicos, os profissionais da saúde também levam em conta os aspectos emocionais, psicológicos, sociais, culturais e pessoais de cada indivíduo.

Por esse motivo, na Medicina Integrativa, a relação entre médico e paciente é extremamente importante, já que o conhecimento amplo de cada pessoa ajuda no tratamento, a partir do reconhecimento dos sintomas, situações estressantes, rotinas (prática de exercícios físicos, alimentação equilibrada) e outros aspectos que afetam a qualidade de vida. Dessa maneira, a Medicina Integrativa recorre às individualidades, por isso, o tratamento é feito especialmente para cada paciente, indo além da doença.

O principal objetivo dessa metodologia é alcançar melhores condições para o paciente. Quer dizer, a intenção é não apenas curar uma doença específica, mas melhorar a qualidade de vida como um todo. Por isso, a Medicina Integrativa está diretamente relacionada com as práticas de atendimento humanizado.

Quais são as Medicinas Integrativas?

A Medicina Integrativa incorpora diversos tipos de tratamentos que visam melhorar a qualidade de vida dos pacientes, como, por exemplo:

  • massagens
  • aromaterapia
  • aumento da concentração
  • uso de florais e ervas
  • acompanhamento psicológico 

Desse modo, mais do que terapias inovadoras, esse novo modo de pensar e agir em relação à saúde proporciona vários benefícios à população, como:

Relação mais próxima entre paciente e médico

Uma das iniciativas fundamentais para aplicação da Medicina Integrativa é o fortalecimento da relação entre médico e paciente. Afinal, quanto mais próximo é o contato com o profissional da saúde, mais o indivíduo está apto para se abrir e contar suas inquietações, dores e sofrimentos. 

Além disso, com esse vínculo, o paciente passa a confiar mais em seus médicos, algo que pode colaborar com a eficácia dos tratamentos.

Prevenção de doenças

Já que a Medicina Integrativa cuida do paciente, não apenas da doença, é possível trabalhar também com a prevenção de enfermidades. Por exemplo, um paciente muito ansioso e estressado pode iniciar um acompanhamento psicológico, ou até mesmo o uso de florais, para evitar o aparecimento de sintomas psicossomáticos, ou agravamento de condições de saúde, como hipertensão.

A imagem contém uma paciente passando por um tratamento de geoterapia, uma das práticas da Medicina Integrativa.
A geoterapia é um exemplo de prática da Medicina Integrativa!

Como praticar a Medicina Integrativa?

A prática da Medicina Integrativa depende fundamentalmente de uma mudança no comportamento médico, para olhar além dos sintomas físicos e considerar a particularidade de cada paciente. 

Vivemos em um mundo em que as relações são cada vez mais efêmeras. Por isso, na Medicina Integrativa, o esforço é fazer justamente o contrário: promover um atendimento humanizado, fortalecer o vínculo com os pacientes e compreender que, muito mais do que uma doença, há outros fatores que contribuem para a manifestação de enfermidades e podem afetar a qualidade de vida.

Uma forma interessante de praticar a medicina humanizada é, portanto, buscar por cursos de capacitação e especialização. Dessa maneira, os profissionais da saúde se qualificam para o atendimento humanizado e conseguem fazer esse movimento de olhar as particularidades de cada indivíduo.

Quais são as práticas integrativas implantadas pelos SUS na atualidade?

A Medicina Integrativa pode ser encontrada em vários tratamentos alternativos às terapias convencionais (uso de fármacos e procedimentos cirúrgicos). Tanto que algumas práticas se tornaram bastante famosas, devido aos bons resultados apresentados junto aos pacientes. Algumas delas incluem, por exemplo:

  • Apiterapia: método que utiliza a apitoxina, geleia real, pólen, própolis, mel e outros produtos produzidos pelas abelhas;
  • Aromaterapia: aplicação de concentrados voláteis extraídos dos vegetais (óleos essenciais), para melhorar o bem-estar e a saúde;
  • Bioenergética: terapia que alia o diagnóstico do sofrimento e adoecimento do paciente, com psicoterapia corporal e exercícios terapêuticos para liberar as tensões do corpo;
  • Cromoterapia: tem como base o uso de cores no tratamento das doenças, como forma de promover a harmonia de todo o corpo;
  • Geoterapia: aplicação de argila com água no corpo para cura de ferimentos, cicatrização, lesões e doenças osteomusculares;
  • Hipnoterapia: tratamento com técnicas de massagem, relaxamento e concentração, para que o paciente alcance um estado de consciência aumentado para alterar comportamentos nocivos;
  • Florais: ingestão de essências florais para modificar certos estados vibratórios e para controlar a ansiedade, estresse, concentração, entre outros;
  • Ozonioterapia: aplicação de gases oxigênio e ozônio por diversas vias, com objetivo de melhorar doenças. Tem amplo uso na Odontologia, Neurologia e Oncologia, em conjunto com as práticas tradicionais.

As práticas mencionadas acima já foram incorporadas como parte do tratamento do Sistema Único de Saúde (SUS), além de outras iniciativas. Atualmente, o Brasil é uma referência nas ações de Medicina Integrativa, desde a criação da Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPIC), em 2006. 

Além disso, em 2017, foi possível implementar 19 práticas alternativas à medicina tradicional, incluindo:

  • ayurveda
  • homeopatia
  • medicina chinesa
  • fitoterapia
  • arteterapia
  • biodança
  • dança circular
  • meditação
  • musicoterapia
  • naturopatia
  • osteopatia
  • quiropraxia
  • reflexoterapia
  • reiki
  • shantala
  • terapia comunitária integrativa
  • termalismo social
  • yoga

Você já conhecia a Medicina Integrativa? Então compartilhe este artigo com outros amigos para que outros também conheçam e trabalhe com um atendimento cada vez mais humanizado com os seus pacientes!

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