O QUE É CULTURA MAKER E COMO UTILIZÁ-LA NA FACULDADE?

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Tempo estimado de leitura: 5 minutos

O que o YouTube, o Movimento Punk e a Educação têm em comum? A Cultura Maker! Essa cultura é uma espécie de atualização do DIY ou “Do It Yourself”- faça você mesmo. E é sobre sua aplicabilidade na faculdade que abordaremos neste artigo.

Acompanhe também como ela impacta positivamente a sociedade, especialmente, no que diz respeito ao mercado de trabalho. Vamos lá?

O que cultura maker e quais os objetivos?

O principal objetivo da cultura maker é induzir as pessoas a descobrirem novas perspectivas sobre determinada situação ou problema. Assim, a ideia é transmitir conhecimentos para que você mesmo resolva alguma situação e supere.

Sempre que precisa saber como fazer algo, você tende a consultar o Google ou o YouTube, certo? Você busca tutoriais para criar soluções personalizadas voltadas ao cotidiano e à rotina profissional e procura se educar para inovar a partir disso? Se sim, você já faz parte de um processo da cultura maker.

Benefícios principais

De acordo com Dale Doughtery, responsável por criar a revista MAKE (referência editorial do segmento), o principal benefício da cultura maker é provocar o potencial criativo das pessoas, fazendo com que elas pensem “fora da caixa” e evite ir sempre pelo caminho mais fácil.

Outra vantagem da cultura maker também pode ser a economia! Imagine que você more sozinho há pouco tempo e seu chuveiro tenha parado de esquentar a água. O que é mais barato: pagar um eletricista ou acessar o YouTube, assistir a um tutorial, comprar uma resistência elétrica, tomar todos os cuidados e trocá-la?

Pilares da cultura maker!

Como em qualquer modo de pensar ou “ideologia”, a cultura maker tem seus devidos pilares. São eles:

Criatividade

Criar e botar a mão na massa. Esse é o fundamento primário da cultura maker, uma vez que ela exige originalidade e vontade de fazer acontecer. Não basta ter a ideia, é necessário executá-la!

Colaboração

Na cultura maker, é imprescindível o trabalho em rede e colaborativo. Isso porque você pode se inspirar em uma ideia já criada, renová-la e disponibilizá-la de forma pública a outras pessoas. 

Sustentabilidade

Outro princípio consiste em evitar o desperdício. É necessário saber usar os recursos disponíveis para trabalhar, estudar ou fazer algo cotidianamente.

Escalabilidade

Na cultura maker, por fim, tudo pode ser multiplicado! Porém é possível praticar isso utilizando o mínimo de recursos possível.

Cultura maker e a faculdade: qual a relação?

A cultura maker foca no aprendizado juntamente com a prática, o que possibilita inúmeras experiências antes da formação.

Um aluno aprenderá mais sobre gramática decorando regras ou desenvolvendo a escrita na prática? Se você escolheu a segunda opção, escolheu a cultura maker. Nesse caso, aplicar as regras é uma forma de facilitar o aprendizado, o que faz com que o graduando seja agente de seu desenvolvimento intelectual.

As teorias construtivistas de Jean Piaget, por exemplo, estabelecem a construção do conhecimento multidisciplinar por meio da interação e da participação ativa do estudante, sempre respeitando sua fase de desenvolvimento.

Outro aspecto que une a cultura maker a faculdade é o incentivo a atitudes essenciais à plena formação dos cidadãos que, consequentemente, gera profissionais mais capacitados.

Os chamados laboratórios makers, por exemplo, são espaços em escolas e em universidades onde os estudantes praticam a teoria. Nesses locais, os alunos desenvolvem a autonomia, o afloramento da iniciativa para investigar e o prazer pelo trabalho e pela busca pelo conhecimento. 

Cultura maker e o mercado de trabalho: qual a relação?

Há muitas mudanças na sociedade que impactam diretamente o mercado de trabalho. A principal delas consiste no fato do consumidor ter passado a ser prioridade no desenvolvimento de novos produtos.

Diversas organizações têm sido flexíveis em seus negócios e passaram a dialogar com os protagonistas da cultura maker para que suas soluções atinjam diretamente as necessidades de um novo tipo de consumidor.

Um dos fatores que explica esse cenário é a nova revolução industrial ou indústria 4.0, onde há uma conectividade entre máquinas, aparelhos móveis, inteligência artificial, realidade virtual, etc. Com o aumento da escala e a popularização de alguns desses elementos, microempresas e startups passaram a ter competitividade no mercado.

O resultado da união entre cultura maker, tecnologia e mercado de trabalho constitui em:

  • democratização do conhecimento;
  • agilidade na elaboração de novos produtos;
  • sustentabilidade;
  • maior espaço para pessoas sem experiência no mercado de trabalho;
  • espaço para mentes criativas.

Cultura maker e a Faculdade: aprendizado na prática!

Você já viu as possibilidades de utilizar a cultura maker no cotidiano, na faculdade e no mercado de trabalho! Agora, entenderá como aplicá-la em sua vida acadêmica.

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