7 dicas para preservar a saúde mental e o bem-estar da garotada na quarentena

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Professora do UniMetrocamp destaca ainda quais sinais podem indicar aos pais e responsáveis que os pequenos precisam de ajuda

família pandemia

Criança não entende”. “Para criança tudo é brincadeira”. Quantas vezes não ouvimos essas frases nos últimos tempos? Em época de muito estresse e incertezas, nossa atenção parece se concentrar no impacto emocional que os adultos sofrem com o isolamento social, o receio do coronavírus, a perda de entes queridos e a crise econômica. Mas para a garotada  o desafio não é menor: de uma hora para outra, toda a rotina mudou, os amigos ficaram longe, os passeios cessaram, os pais parecem mais preocupados e tristes.

A imaturidade para processar tudo isso pode causar sofrimento psicológico e se refletir no comportamento. Dificuldade de se concentrar, tédio, irritação, inquietação, nervosismo, isolamento e preocupação excessiva foram os sintomas mais comuns apontados em estudo com pais de crianças entre 3 e 18 anos, quando questionados sobre as alterações emocionais dos filhos na quarentena. 

“Já estamos há mais de um ano vivendo o isolamento imposto pela pandemia e tivemos que nos adaptar diante da impossibilidade de acessar algumas experiências diárias, mudar a dinâmica e atividades em nossa rotina, mas especificamente em relação às crianças, os pais precisam estar atentos às mudanças nos padrões de comportamento”, diz a psicóloga e professora do curso de Psicologia do Centro Universitário UniMetrocamp, Juliana Soares de Jesus. “Alguns sinais podem estar no excesso ou no déficit, como comer mais ou menos, dormir mais ou ter insônia, por exemplo”, destaca. “Outros, surgem na forma de se expressar, como choro, isolamento, falta de diálogo, irritabilidade”, enumera. 

A especialista do UniMetrocamp separou sete dicas bacanas de atividades que podem ajudar a apoiar a saúde mental das crianças neste período. “São ideias que favorecem o desenvolvimento da garotada, a vivência de outras experiências e a interação em família, mas caso os sinais de que algo não vai bem persistam, é sempre indicado buscar ajuda profissional”, recomenda Juliana. 

  1. Contar histórias: ler as histórias e conversar sobre os personagens, suas ações e sentimentos auxilia a criança a entender e expressar seus próprios sentimentos. 
  2. Evitar o uso excessivo de telas (computadores, TV, tablet, etc): além do cansaço mental, são necessárias atividades diversificadas para que diferentes características psicológicas sejam desenvolvidas.
  1. Propor brincadeiras para que as crianças possam experienciar conflitos, lidar com os sentimentos e ampliar o diálogo entre pais e filhos.
  1. Filtrar informações: sempre passar às crianças informações com calma, explicando devagar e com clareza, buscando não transparecer aflições, medos ou raiva, pois elas ainda estão aprendendo a compreender e expressar emoções. 
  1. Produzir brinquedos com objetos existentes em casa: o trabalho manual desenvolve diferentes características motoras e psicológicas além da vivência de outras experiências – que não são possíveis neste momento devido ao isolamento. 
  1. Propor encontros virtuais dos filhos com os amigos da escola: fortalecer o vínculo e a sensação de pertencimento das crianças, o que favorece a construção da identidade e personalidade.
  2. Realização de atividades físicas: correr ou (em ambientes menores) alongar-se são atividades necessárias e importantes também nessa faixa etária para a liberação de energia.

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