O que é e quais as etapas da anamnese?

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Tempo estimado de leitura: 7 minutos

Você não sabe o que é anamnese ou quer saber mais sobre essa prática? Então chegou ao post certo. Compreender bem esse conceito é fundamental para exercer suas atividades na área da saúde, pois faz parte do procedimento para fazer o diagnóstico de um paciente.

Exames
A anamnese é essencial para cuidados emergenciais e mais graves.

É por meio da anamnese que é possível coletar as informações necessárias para entender o caso e, assim, adotar as melhores condutas em relação às condições clínicas e ao tratamento do paciente.

Neste post, vamos tratar deste assunto ao explicar o que é anamnese, quais são as suas etapas, como ela é feita e a sua importância para a carreira médica. Acompanhe e saiba mais!

O que é anamnese?

O termo vem da palavra grega “anamnésis”, que significa “lembrança”. Na Medicina, isso significa fazer com que o paciente se lembre do que está sentindo e relate para o médico. Essa é uma das funções do profissional no momento do atendimento e é fundamental para que ele possa realizar o diagnóstico correto.

Quais as etapas da anamnese?

A anamnese tem diversas etapas na prática. Todas elas requerem muita atenção ao relato do paciente, até mesmo no que ele não foi capaz de expressar corretamente. A seguir, compreenda como ela é feita no atendimento médico!

Identificação do paciente

Para começar, é necessário conhecer o paciente. Para isso, é importante fazer algumas questões que vão revelar elementos importantes para a sua identificação, como:

  • nome completo — é o passo principal para fazer o prontuário correto e colabora no diálogo com o paciente;
  • endereço — é uma forma de contato e ajuda a revelar algumas características da região que podem ser relevantes para o diagnóstico;
  • idade — outro fator importante para ser avaliado, pois algumas doenças se manifestam de maneira diferente dependendo da faixa etária;
  • estado civil — esse dado também pode ajudar na análise do caso;
  • gênero e identidade — algumas doenças são mais incidentes no sexo feminino, enquanto outras acometem mais aos homens (além disso, essa informação indica o pronome de tratamento que o paciente deseja receber);
  • raça ou etnia — algumas complicações de saúde têm fatores de risco genéticos ou que podem estar associados à cor de pele do paciente;
  • profissão — determinadas profissões podem colocar a pessoa em contato com situações ou instrumentos que põem a saúde em risco;
  • procedência — permite saber se o paciente visitou alguma região recentemente, se esteve em áreas de risco ou se entrou em contato com pessoas que estão com alguma doença contagiosa;
  • hábitos — tabagismo, sedentarismo, alcoolismo, uso de medicamentos, entre outros costumes, podem estar relacionados ao desenvolvimento de diversas patologias.

Queixa principal

Depois de identificado, o paciente precisa se sentir aberto para fazer a sua queixa principal, ou seja, a razão pela qual ele foi procurar um atendimento médico. Uma dica é escrevê-la com as mesmas palavras ditas pelo indivíduo, caso sejam objetivas.

História da doença atual

Fazer perguntas sobre como surgiu a queixa, onde o paciente notou os sintomas, a partir de que dia ele se sentiu diferente, entre outras questões que relatem a história da doença, é fundamental para compreender de fato o caso.

Histórico médico e familiar

Além do mais, é importante saber se houve doenças antecedentes e se elas podem estar relacionadas ao caso atual. Analisar o prontuário do paciente pode ajudar também a compreender melhor o seu histórico médico.

Outro ponto importante para buscar saber em um atendimento é se alguém próximo da família manifestou sintomas ou foi diagnosticado com alguma doença que possa ter caráter genético ou contagioso.

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Como é feita a anamnese?

Seguir as etapas da anamnese é essencial para chegar a uma hipótese e pedir exames que confirmem o diagnóstico. Para isso, entenda com mais detalhes como esse conceito deve ser colocado em prática!

Análise de parâmetros clínicos

Além da identificação, os parâmetros clínicos, obtidos geralmente na triagem, antes de uma consulta, ajudam a compreender melhor a queixa do paciente. Por isso, é relevante a análise da pressão arterial, temperatura do corpo, nível de glicemia, reflexos neurais, entre outros dados que possam revelar alguma alteração da homeostase do organismo.

Investigação de histórico

Compreender a história por trás do paciente também vai levar a algumas ideias do que está se passando com ele, facilitando o diagnóstico. Por essa razão, é importante verificar o seu histórico clínico, se houve cirurgias anteriores, uso de medicamentos recentes, tratamentos realizados, além do histórico familiar de parentes de primeiro grau.

Interpretação verbal e não verbal do paciente

Como visto, nem sempre o paciente é capaz de expressar tudo o que está sentindo, omitindo alguns sintomas — propositalmente ou não. Por essa razão, é importante enxergar além do que está sendo verbalizado.

A postura corporal, aspectos anormais da pele, sudorese, tremores, ferimentos, falta de contato visual, dificuldade na fala, confusão mental e várias outras manifestações do paciente podem revelar algum sintoma ou dado importante que não foi relatado. 

Cruzamento de informações

Depois de ouvir o paciente, prestar atenção em seu estado, conferir os dados clínicos e analisar o histórico, é necessário cruzar essas informações para levantar hipóteses do que está alterando o estado de saúde da pessoa. Isso é essencial para solicitar os exames corretos e realizar um diagnóstico preciso.

Conversa com o paciente

Outro ponto imprescindível é explicar para o paciente o que ele pode estar sentindo, apresentando as suas hipóteses e explicando por que está pedindo cada exame. Também é necessário descrever para que serve cada medicamento receitado, a dosagem necessária, a frequência que deve ser tomado e outras informações que sejam úteis.

Orientação do diagnóstico

Quando todas as informações estiverem reunidas e as hipóteses forem testadas em exames, é a hora de dar um diagnóstico. Por meio dele, serão definidos os tratamentos mais adequados para tratar os sintomas ou curar a doença. Isso também precisa ser bem explicado ao paciente.

Qual a importância da anamnese na carreira médica?

Como visto, a anamnese é fundamental para a realização de um diagnóstico preciso e, consequentemente, o tratamento adequado da doença. Isso mostra o quão responsável precisa ser o profissional dessa área, pois qualquer falta de atenção pode levar a uma conclusão equivocada. No entanto, isso não é motivo para desistir da Medicina — muito pelo contrário, pois mostra a importância dessa profissão na vida de toda a população.

Por esse motivo, ser uma pessoa analítica é outra característica necessária do perfil do estudante da área da saúde. Isso vai oferecer vantagens na carreira de Medicina e ajudar a aplicar o tratamento adequado. Além disso, estabelecer um diálogo aberto e acolhedor com o paciente durante a anamnese vai criar uma relação de confiança entre ambos, permitindo que sejam encontradas as melhores formas de tratá-lo.

Sendo assim, compreender o que é anamnese é algo muito importante para realizar um bom diagnóstico e ter sucesso na carreira médica. Por isso, é fundamental se lembrar da importância de um atendimento humanizado e de colocar as necessidades do paciente em primeiro lugar.

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