Residência Médica: tudo o que você precisa saber sobre o tema

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Tempo estimado de leitura: 17 minutos

Se é preciso se dedicar aos estudos para ingressar no curso de Medicina por conta da alta concorrência, saiba que a disputa para conquistar uma vaga na Residência Médica — que é uma pós-graduação para os médicos — também é muita alta.

O aluno passa 6 anos acompanhando aulas teóricas e práticas, faz o internato, que funciona como um estágio, se forma e obtém o registro junto ao Conselho Regional de Medicina (CRM). Depois disso, o médico já formado, após passar por uma prova, pode ingressar nesse programa de formação.

O que é uma Residência Médica?

Apesar de não ser obrigatória para exercer a profissão, a Residência Médica é muito importante para completar a formação. Está curioso para entender como funciona essa etapa? Continue a leitura e tire suas dúvidas sobre o assunto!

Quando o aluno termina a graduação em Medicina e tem o registro junto ao CRM está pronto para entrar no mercado de trabalho. No entanto, ele só pode atuar como generalista, seja em seu consultório, hospitais ou outras instituições de saúde.

Para trabalhar como especialista, é preciso que ele faça a Residência Médica, momento fundamental para aprimorar seus conhecimentos — um período de aprendizado prático sobre uma especialidade com a supervisão de um médico com alta qualificação da área.

Dessa forma, trata-se de um programa de pós-graduação com treinamento em serviço, realizado em hospitais e regulamentado pelo Decreto nº 80.281, de 5 de setembro de 1977.

Padrão ouro

É um curso de especialização para médicos considerado “padrão ouro”, cujo regimento é determinado pela Comissão Nacional de Residência Médica (CNRM), que conta com a participação de órgãos públicos e entidades de representação médica.

A CNRM é a que faz o credenciamento dos programas de Residência Médica oferecidos pelas instituições de saúde públicas e privadas.

Como ela funciona?

Para ingressar nesse programa, o médico precisa passar por um processo seletivo que é bastante concorrido. Para se ter uma ideia, na Residência Médica do Sistema Único de Saúde (SUS) em São Paulo, havia, em 2017, 55,75 candidatos por vaga na especialidade Dermatologia.

Depois de conquistar uma das vagas tão disputadas, o profissional passa a ter uma rotina intensa de trabalho no hospital. Isso porque a legislação que estabelece os principais pontos dessa formação a caracteriza como um treinamento em serviço em regime de dedicação exclusiva e prevê uma carga horária de até 60h semanais.

Nesse período, está incluído um plantão de até 24h semanais, sendo que é preciso ter descanso de 6h após plantão noturno de 12h. Além disso, o médico tem um dia de folga semanal. Nessa maratona, é necessário que entre 10% a 20% do tempo ocorram atividades teórico-práticas.

Como se vê, o médico acaba cumprindo um expediente de trabalho, com a diferença de realizar as atividades com a supervisão de outro médico.

Atribuições do residente

Em seu dia a dia, o residente tem diferentes atribuições, como:

· fazer o acompanhamento de pacientes internados;

· atender em ambulatórios especializados;

· ficar responsável por casos de urgência relativos à especialidade que ele escolheu;

· substituir médicos da equipe;

· participar dos plantões.

É, portanto, uma aprendizagem essencialmente prática em que o médico vai ver detalhes sobre técnicas e procedimentos de diagnósticos e tratamentos, sobre uso de equipamentos e também terá a chance de lidar diretamente com os pacientes.

Como recebe o acompanhamento de um especialista, pode tirar todas as suas dúvidas, aprimorando ainda mais o conhecimento adquirido nos anos da graduação.

Apesar de não ter vínculo empregatício com a instituição, o residente tem direito a 30 dias de férias.

Qual a importância de fazer a Residência Médica?

Como dissemos, não há obrigatoriedade para que o médico realize esse programa de formação. Contudo, muitos profissionais se programam para estudar bastante e, assim, passar na prova para se tornar residente.

É que esse aprendizado prático oferece muitas vantagens para o desenvolvimento profissional e também pessoal do médico recém-formado. Veja a seguir por que vale a pena entrar para esse programa.

Experiência com a rotina real de trabalho

A primeira vantagem é ter a oportunidade de vivenciar casos reais na especialidade que tem interesse em seguir, melhorando seus conhecimentos e adquirindo habilidades importantes para realizar um trabalho de qualidade.

Nesse sentido, é uma etapa vista como a melhor maneira de completar a formação médica, com o benefício de ter um treinamento com médicos de excelência de uma determinada especialidade.

Desenvolvimento de soft skills

Além do aperfeiçoamento técnico-científico, ao enfrentar o longo expediente em hospitais e realizar o atendimento com os pacientes, o profissional desenvolve competências ligadas ao seu comportamento e relacionamento interpessoal no trabalho, como:

· empatia — conseguir se colocar no lugar do paciente, entendendo suas queixas e necessidades;

· comunicação — perceber como é importante transmitir a mensagem de forma clara e saber ouvir outros profissionais e pacientes;

· flexibilidade — para trabalhar com casos variados, pacientes de diferentes perfis e com profissionais de outras áreas e gerações;

· resiliência — saber aguentar a pressão, o cansaço e as situações difíceis sem deixar que isso abale a qualidade do trabalho e a autoconfiança;

· trabalho em grupo — atuar com outros médicos e profissionais de saúde para oferecer o melhor atendimento aos pacientes.

Obtenção do título de médico especialista

Ao realizar os anos do programa de Residência Médica, o médico, ao final dessa pós-graduação, obtém o título de especialista de maneira imediata, reconhecido pelo Ministério da Educação (MEC). Dessa maneira, pode atender, realizar procedimentos e cirurgias legalmente nesse segmento sem ferir as normas do CRM assim que concluir essa fase de treinamento.

Outro benefício é conseguir uma pontuação maior em concursos públicos por conta desse título, podendo iniciar a carreira de Medicina em órgãos federais, estaduais e municipais juntamente ao trabalho em clínica ou consultório.

Entendimento sobre o cenário de saúde pública no país

Quem escolhe fazer esse programa de aprendizado prático pelo SUS tem a oportunidade de ampliar sua visão a respeito da Medicina, conhecendo melhor como funciona esse sistema e as condições de saúde pública no país.

É uma experiência importante para o médico, que passa a atender pacientes que vivem realidades socioeconômicas bem diferentes.

Papel social

O trabalho dos residentes, apesar de estarem em treinamento, tem um papel social na saúde pública, pois amplia e assegura um serviço médico de melhor qualidade à população. Dessa forma, eles se aprimoram com o atendimento diário dos pacientes, conquistam um título de especialidade e ainda garantem um número maior de médicos no serviço público.

Como ter um título de especialidade sem fazer o programa da Residência Médica?

Quando o médico tem só o diploma de graduação e não faz a Residência Médica, sua atuação no mercado é apenas generalista. O que o profissional pode fazer é uma especialização na área de sua preferência oferecida por diferentes instituições de ensino, públicas e privadas.

Nesse caso, após a conclusão do curso e cumprindo alguns pré-requisitos (como tempo de experiência profissional na área ou estágio com carga horária semelhante à Residência

Médica), ele precisa passar por uma prova da Associação Médica Brasileira (AMB) e das Sociedades de Especialidades para ter o título de especialista.

Curso modelo Residência Médica

Existem instituições de ensino que oferecem cursos de pós-graduação Lato Sensu – Modelo Residência Médica em diferentes áreas, uma alternativa para quem não fez o programa de residência.

São cursos em que se recebe uma formação tão boa quanto a residência, pois eles atendem às exigências das Sociedades de Especialidades e oferecem aulas teóricas e práticas com professores médicos altamente qualificados.

As atividades ocorrem em tempo integral com uma ênfase na parte prática, que é realizada em hospitais públicos e privados.

Quais são as áreas da Medicina na Residência Médica?

Ao decidir fazer esse programa de treinamento, o médico recém-formado, além de escolher a instituição em que vai ter essa formação, precisa decidir qual área de especialidade quer seguir.

Não é uma decisão simples, pois são mais de 50 opções, por isso é fundamental ter clareza em relação ao segmento da Medicina que mais combina com seu perfil e ambição profissional.

Confira a seguir a lista de especialidades em que é possível fazer Residência Médica:

· Acupuntura;

· Alergia e Imunologia;

· Anestesiologia;

· Angiologia e Cirurgia Vascular;

· Cirurgia Cardiovascular;

· Cirurgia da Mão;

· Cirurgia de Cabeça e Pescoço;

· Cirurgia Geral;

· Cirurgia do Aparelho Digestivo;

· Cirurgia Pediátrica;

· Cirurgia Plástica;

· Cirurgia Torácica;

· Clínica Médica;

· Coloproctologia;

· Dermatologia;

· Endocrinologia;

· Endoscopia;

· Gastroenterologia;

· Genética Médica;

· Ginecologia e Obstetrícia;

· Homeopatia;

· Infectologia;

· Mastologia;

· Medicina da Família e Comunidade;

· Medicina do Trabalho;

· Medicina do Tráfego;

· Medicina do Esporte;

· Medicina Física e Reabilitação;

· Medicina Intensiva;

· Medicina Legal e Perícia Médica;

· Medicina Nuclear;

· Medicina Preventiva e Social;

· Nefrologia;

· Neurocirurgia;

· Neurologia;

· Nutrologia;

· Oftalmologia;

· Oncologia;

· Ortopedia e Traumatologia;

· Otorrinolaringologia;

· Patologia;

· Patologia Clínica e Laboratorial;

· Pediatria;

· Pneumologia;

· Psiquiatria;

· Radiologia e Diagnóstico por Imagem;

· Radioterapia;

· Reumatologia;

· Urologia.

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Cada Residência Médica tem uma particularidade, como o número de vagas oferecidas anualmente e a concorrência para passar no processo de seleção. Desse modo, a dica é o médico entender bem quais as características da especialidade que quer seguir para se preparar da melhor maneira.

Acesso direto

Além disso, há especialidades básicas, consideradas de acesso direto em que o profissional não precisa ter nenhuma formação ou experiência prévia para ingressar, entre elas estão: Ginecologia e Obstetrícia, Pediatria, Clínica Médica e Cirurgia Geral. Há também áreas mais específicas que permitem o acesso direto, como Dermatologia, Oftalmologia, Otorrinolaringologia e outras.

Já outras exigem que o médico já tenha uma especialidade para fazer o programa, como: Gastroenterologia, Geriatria e Pneumologia que duram 2 anos, mas exigem 3 anos de Residência em Clínica Médica.

Mais procuradas

O documento Demografia Médica no Brasil 2018, do Conselho Regional de Medicina de São Paulo (CREMESP) e Conselho Federal de Medicina (CFM) aponta que as cinco áreas mais procuradas para fazer esse programa de treinamento são:

· Clínica Médica;

· Pediatria;

· Cirurgia Geral;

· Ginecologia e Obstetrícia;

· Anestesiologia.

Em contrapartida, as especialidades em que a procura é menor pelos médicos são:

· Cirurgia de Mão;

· Radioterapia;

· Genética Médica.

Quanto tempo dura o programa?

Agora que você já sabe como funciona a Residência Médica, deve estar curioso para saber quanto tempo dura essa formação. O período varia dependendo da especialidade escolhida, podendo durar de 2 a 5 anos.

Enquanto que os programas de Cirurgia Cardiovascular e Neurocirurgia duram 5 anos, os de Homeopatia, Clínica Médica e Gastroenterologia são concluídos em 2 anos.

Nesse sentido, é importante que o recém-médico esteja disposto a passar um tempo grande na rotina hospitalar antes de fazer a inscrição para esses programas. A vantagem, como explicamos, é ter um aprendizado e treinamento intensivo com a supervisão de médicos que se destacam em sua área e conseguir o título de especialidade de forma automática.

Qual o preço médio de uma Residência Médica no Brasil?

Você passa 6 anos fazendo a faculdade de Medicina e, para fazer a Residência Médica, precisa pagar quanto? Essa é uma preocupação de muitos alunos ainda na graduação, mas saiba que não é preciso desembolsar nenhum valor para passar por esse programa.

Na verdade, o médico recém-formado ganha uma bolsa de R$ 3.330,43 para passar por essa formação, valor que está em vigor desde 03/16 e é pago pelo Ministério da Educação (MEC). Algumas instituições de saúde disponibilizam bolsas mais altas do que é estabelecido pela CNRM até para incentivar os residentes.

Contudo, está em tramitação na câmara dos Deputados um 4 que prevê o aumento desse valor, determinando uma bolsa de R$ 5.225,00, que deve sofrer reajustes anuais de acordo com a inflação. É uma maneira de valorizar o trabalho do médico residente que faz um expediente de até 60h semanais.

Vínculo INSS

Apesar de não ter vínculo empregatício com a instituição de saúde, o residente precisa estar filiado ao INSS como contribuinte individual, o que retém 11% do valor da bolsa. Além desse desconto, algumas entidades filantrópicas podem estabelecer uma taxa mensal, paga de forma facultativa pelo médico.

Como escolher a área da Residência Médica?

O futuro do médico pode estar relacionado com a área da Residência Médica que ele vai seguir. Isso porque — além dos anos dedicados para esse aprendizado prático — sabemos que, para se

destacar, é preciso se manter atualizado, ou seja, o profissional precisa ter um plano de carreira para se aperfeiçoar cada vez mais em sua especialidade.

Nesse contexto, como tomar a melhor decisão? O mercado da Medicina apresenta alta empregabilidade no Brasil, existem algumas áreas que são tendência e outras que podem oferecer um retorno financeiro maior. Devido a essas questões, vale fazer um exercício de autoconhecimento para não errar nessa escolha.

Para auxiliar nessa hora, é necessário que o médico reflita sobre alguns aspectos:

· quais são meus pontos fortes e fracos?

· quais matérias eram as minhas favoritas na faculdade?

· qual tipo de público gosto mais de atender?

· prefiro somente o atendimento em consultório ou quero atuar com emergências?

· quero fazer cirurgias?

· gosto de ter flexibilidade de horário para realizar minhas atividades pessoais?

· como será minha disponibilidade para o trabalho?

Conversar com médicos que já fazem o programa de Residência na área de seu interesse e também com médicos que têm uma longa trajetória profissional também é válido. Pergunte sobre como é a rotina de atendimentos, desafios e perspectivas profissionais.

Apesar de ser importante pensar em áreas que têm um mercado mais aquecido e que vão garantir ganhos maiores, o ideal é nunca deixar de lado aquela especialidade que vai trazer também satisfação pessoal.

Como me preparar para entrar para a Residência Médica?

É essencial começar a preparação para esse programa com antecedência. Aliás, aproveitar a faculdade desde o início, ou seja, todo o conhecimento teórico e prático, principalmente as aulas de laboratório, já é o primeiro passo para se sair bem no processo seletivo.

Assim, é recomendado tirar todas as dúvidas em aula e ler os livros de Medicina para conseguir estudar sozinho as matérias. Se você preferir, forme um grupo de estudos com os colegas e se reúna de uma a duas vezes por semana para repassar os assuntos.

Além de se dedicar à graduação, é preciso fazer uma preparação específica para o exame da Residência Médica. É que, se as pessoas consideram o nível do vestibular para Medicina alto, saiba que essas provas também exigem bastante dos candidatos. Mas isso não é motivo para desistir dessa carreira.

Então, o ideal é pegar firme nos estudos, se valer de cursos preparatórios (caso considere necessário) e seguir algumas dicas. Veja abaixo.

Reserve um local para os estudos

É recomendado ter um local próprio em casa para os estudos, com uma escrivaninha e uma cadeira confortável. Assim, o médico consegue ter foco no conteúdo e manter seu notebook e outros materiais organizados para repassar os temas com mais tranquilidade.

Crie um cronograma

Determine os horários na semana que você vai estudar e qual tema será estudado em cada dia. Dessa maneira, dá para acompanhar todos os assuntos, evitando deixar um tópico importante para trás.

Tenha cuidado com as distrações

Muitas vezes, nem percebemos, mas perdemos um tempo importante de estudos com as distrações, como uma conversa com alguém que está por perto ou ainda com eletrônicos, principalmente o celular.

Ficar checando redes sociais ou se recebeu alguma mensagem vai atrapalhar na concentração, dificultando a fixação dos conteúdos. Então, a dica é manter esses aparelhos longe ou desligados para melhorar o rendimento nos estudos.

Faça pequenas pausas

Para passar na prova de Residência Médica é preciso um bom planejamento e muitas horas de estudo. Mesmo assim, é recomendado fazer pequenas pausas durante as leituras e realização de exercícios.

Levantar da cadeira, alongar-se, tomar água ou café são intervalos importantes para que o aluno relaxe, reduza o estresse e consiga ter mais energia e foco para seguir com os estudos.

Faça resumos e revisões

Uma maneira de fixar os assuntos é fazer um resumo, selecionando os temas mais importantes. Com isso, o candidato acostuma-se a ler e refletir sobre o conteúdo a fim de extrair o mais importante.

Ter o resumo vai otimizar também as revisões, ajudando a ter um bom desempenho na prova.

Confira provas anteriores

Por último, pesquise sobre as provas anteriores da instituição de saúde ou universidade em que você pretende fazer a Residência Médica. É uma maneira de conhecer o estilo do exame, os tipos de perguntas e também de treinar, resolvendo os exercícios.

Como ingressar nesse programa de formação?

Não basta apenas escolher a especialidade, verificar os pré-requisitos e se organizar para estudar para ingressar nesses programas. O candidato deve ter atenção com o lançamento dos editais das instituições de saúde para não perder as datas da inscrição.

Depois de se inscrever, ele precisa ler atentamente o edital para ter um direcionamento melhor para os estudos. Para participar, é preciso pagar a taxa de inscrição, ter se formado em Medicina e ter o registro do CRM até a data da posse como residente.

Prova do concurso de Residência Médica

A prova desse programa é, geralmente, composta de uma etapa teórica de múltipla escolha, que aborda conhecimentos em Clínica Médica, Cirurgia Geral, Ginecologia e Obstetrícia, Pediatria e Medicina Preventiva e Social.

Há ainda uma segunda etapa, só que dessa vez prática — que pode ser um estudo de caso ou realização de técnicas em bonecos — e a análise de currículo, que leva em conta a ter feito pesquisas, estágios, publicações de artigos e outras atividades.

Por fim, há ainda a entrevista, em que a banca faz uma série de perguntas para entender os objetivos de carreira e comportamento do candidato.

Os anos da Residência Médica vão aperfeiçoar ainda mais os conhecimentos e competências que o médico adquire na graduação. É um período de muito treinamento prático em que o residente tem uma rotina movimentada, tendo contato direto com os pacientes e recebendo supervisão.

O médico aprende, de forma intensiva, a trabalhar com qualidade para um segmento da Medicina — uma experiência valiosa para seu currículo e vida profissional, pois ele adquire o título de especialista.

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